Os caminhos após a universidade são destaque no segundo dia do V Conecta Ufra
Em seu segundo dia, na quarta-feira, 1º, o V Conecta Ufra iniciou as discussões sobre inovação sustentável na Amazônia, destacando o preparo dos estudantes para o mercado de trabalho. O evento, realizado no auditório do Pavilhão de Salas, no campus Belém, debateu os desafios do avanço tecnológico e como as instituições e a sociedade podem equilibrá-lo seguindo os princípios da responsabilidade ambiental. A mesa de abertura ressaltou o papel estratégico da universidade, dos discentes e dos professores na criação de soluções tecnológicas que promovam a preservação do bioma.
Na segunda palestra, o Departamento de Sustentabilidade Institucional (DSI) discutiu sobre as questões da Coleta Seletiva Cidadã enfrentadas na Ufra e a importância do descarte correto dos resíduos. O debate envolveu alunos, docentes e técnicos, destacando a participação da população no tratamento dos resíduos sólidos, além de evidenciar os impactos socioambientais.
Ao decorrer das sessões, o espaço também contou com a exposição de projetos sociais da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis (CONCAVES), empresa parceira da Ufra. Durante a interação, o público pode aprender sobre as iniciativas desenvolvidas junto à comunidade local por meio das atividades de coleta e reciclagem, assim como receber orientações sobre os materiais descartáveis e sua destinação.
Pela tarde, o foco das discussões foram os caminhos além da universidade. Da pós-graduação ao empreendedorismo, as palestras tiveram como objetivo mostrar os possíveis rumos no mercado de trabalho. Ao debater sobre inovação, a professora Nathália Serrão orientou sobre patentes e a transferência de tecnologia e destacou o papel da instituição e dos professores no incentivo ao desenvolvimento de produtos. A professora também pontua que eventos como o Conecta, possibilitam um intercâmbio de conhecimentos e provocam o aluno a gerar valor à sociedade.
“A gente planta no coração do aluno essa veia empreendedora e ele começa a se questionar: Por que isso não pode se tornar um produto ou processo? Por que eu não posso criar uma patente e vender? Então o Conecta é como uma provocação, quando você tem esse aluno e trás alguém de fora com uma visão empreendedora, dá uma instigada nesse aluno pra dizer "olha você pode fazer mais’”, destaca Nathália.
O encontro também trouxe startups sustentáveis e consultoria empresarial como direções no âmbito profissional. Ministradas pelo cofundador da Amazon Connection Carbon, Waldner Pantoja, e pelo consultor em alimentos, Vinicius Moraes, as palestras estimularam o público a pensar a sustentabilidade nas empresas e quais as formas de empreender no mercado amazônico.
O cofundador da marca de bebidas funcionais Azzi, Jhonatas Barbosa, também falou do desenvolvimento da startup desde a criação do conceito até a chegada nas gôndolas em grandes redes de supermercados. Ao comentar sobre a necessidade de falar sobre empreendedorismo na universidade, o empresário argumenta que os estudantes devem ser expostos a outras oportunidades para ampliar sua visão de mundo e contribuir com seu sucesso profissional.
“A universidade tem que dar opções para os alunos que sejam para além da carreira acadêmica. Porque a gente faz muita coisa interessante na universidade, pesquisa, projetos e ideias que podem virar empreendimentos, podem virar produtos no mercado. Por que esse produto não virá com o próprio aluno? O próprio aluno pode ser empresário em vez de transferir esse conceito. É uma oportunidade de transformar vidas”, afirma Jhonatas.
Com apresentações culturais, exposição de trabalhos acadêmicos, debates e cursos sobre sustentabilidade e inovação, a conferência ocorre até 7 de julho, no campus Belém. Acesse a programação completa aqui.
Belém
Capanema
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Texto: Larissa Costa, estagiária de Jornalismo, Ascom Ufra
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