Alunos da Ufra conquistam 1° lugar no I Congresso Norte - Nordeste PIBID/PRP - Conenort

Gabriel da Silva Mendonça e Maria Leonor Vale Gama, alunos da Ufra, em sua apresentação no Conenort
O I Congresso Norte-Nordeste PIBID/PRP - Conenort, sediado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), nos dias 15 e 18 de maio, contou com representantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Durante o evento, os estudantes Gabriel da Silva Mendonça e Maria Leonor Vale Gama, do último semestre do curso de Licenciatura em Letras Português da Ufra, campus Belém, conquistaram o primeiro lugar na categoria de melhor minicurso ministrado no congresso, com minicurso intitulado: “Oficina de variação linguística em sala de aula: Práticas de ensino à luz do regionalismo nortista”. Em sua primeira edição, o Conenort buscou criar um espaço de conversa e troca entre professores, pesquisadores e estudantes, sobretudo das regiões Norte e Nordeste do Brasil na área da Educação.
A professora Leila Silva, mestra em Linguística e orientadora dos estudantes ganhadores, conta que a escolha do tema abordado no minicurso veio a partir das atividades desenvolvidas no Programa Residência Pedagógica (PRP), o qual os alunos faziam parte. “A língua e a sociedade caminham juntas, trabalhar o ensino de línguas na vertente de variacionista é compreender a pluralidade no ensino, dessa forma atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante. Sobretudo, compreender os aspectos da língua com falantes do Norte e principalmente os paraenses que tem peculiaridades em sua fala”, diz a professora Leila Cristina.
Segundo ela, a participação da Ufra no evento é de extrema importância para a comunidade envolvida, pois contribui com o ensino, a pesquisa e a extensão e traz um olhar para os cursos de licenciatura dentro da instituição, ampliando a procura e o interesse por eles. “Sem dúvidas uma experiência sem igual para nossos alunos, pois enaltece as pesquisas dentro da graduação, expande o conhecimento do aluno, os leva para um processo crítico-reflexivo do fazer-saber docente, agregando valores à sua formação inicial”, afirma.

Os estudantes Gabriel da Silva Mendonça e Maria Leonor Vale Gama com a professora Leila Silva, orientadora.
Durante a realização do minicurso, os estudantes Gabriel da Silva Mendonça e Maria Leonor Vale Gama tiveram a oportunidade de ministrar o tema para um público diversificado, que envolvia desde graduandos de diferentes licenciaturas até professores formados que já atuam na área. Segundo o discente Gabriel da Silva Mendonça, o objetivo principal do minicurso era valorizar a linha de pesquisa sobre variação linguística, principalmente sob a perspectiva da região norte.
“Levamos essas distinções para fortalecer ainda mais essa discussão. Porque um dos objetivos do projeto Residência Pedagógica foi, justamente, descentralizar as concentrações massivas que tem na região do Sul e Sudeste. O nosso trabalho foi desenvolver atividades, oficinas, que pudessem valorizar ainda mais a nossa língua, valorizar essa variedade, essa pluralidade que eles têm presente”, diz Gabriel da Silva Mendonça.
Para ele, a oportunidade de está ministrando como estudante dentro de um evento como o Conenort foi muito importante, visto que nesses ambientes essas atividades são voltadas para profissionais formados realizarem. “Eu e minha amiga nos dedicamos ao máximo para levarmos de fato um material excelente. Tínhamos que pegar essa oportunidade e mostrar de fato a potencialidade de todo o projeto que o Residência Pedagógica desenvolveu e mostrar um diferencial, onde a gente pudesse mostrar o estado do Pará, a região norte do país”, diz.
Já a estudante Maria Leonor Vale Gama conta que a vitória gera uma alegria indescritível e a sensação de dever cumprido. “Para nós foi motivo de grande honra e privilégio levar o nome da instituição, que é o local em que nos constituímos e construímos como aluno-pesquisador, a um evento como o Conenort e, principalmente, mostrar a força, e capacidade, do curso de licenciatura em uma universidade, predominante, agrária”, diz.
De acordo com ela, a educação permite que as pessoas vivenciem momentos inimagináveis e os três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão, precisam extrapolar os muros da instituição para que a sociedade possa se aproximar e receber o que está sendo produzido dentro da academia. “É um momento ímpar, que, sem dúvida, precisa ser incentivado e apoiado pela instituição para que mais acadêmicos possam levar o nome da instituição”, finaliza a estudante.
Sobre o Programa de Residência Pedagógica:
O Programa de Residência Pedagógica (PRP) é um programa do Governo Federal, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que integra a Política Nacional de Formação de Professores. Tem por objetivo implementar projetos inovadores que estimulem a articulação entre teoria e prática nos cursos de licenciatura, promovendo a imersão do licenciando na escola de educação básica a partir da segunda metade de seu curso.
Texto: Júlia Marques, estagiária de jornalismo.
Edição: Bruno Chaves, jornalista, Ascom Ufra
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