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Pesquisadores fazem mapeamento e documentário sobre as línguas indígenas faladas no Pará

  • Publicado: Quarta, 17 Novembro 2021 17:09
  • Última Atualização: Quarta, 17 Novembro 2021 17:40

Pesquisadores fazem mapeamento e documentário sobre as línguas indígenas faladas no Pará

Nheegantu, Asurini, Apiaká, Anambé. Essas são apenas algumas das 34 línguas indígenas faladas no estado do Pará. Os dados fazem parte de um mapeamento feito por pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Universidade Federal do Pará (Ufpa) e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que integram o Grupo de Estudo Mediações, Discursos e Sociedades Amazônicas (Gedai), liderado pela professora Ivânia Neves (Ufpa).

A partir do apoio de estudantes indígenas das universidades e de trabalhos com as comunidades, os pesquisadores identificaram quais povos falam essas línguas e a quais troncos linguísticos pertencem. No estudo, foram identificadas que do total, pelo menos 18 delas têm o mesmo tronco linguístico oriundo do Tupi, 05 Macro-Jê, 09 línguas da Família Karib e 01 língua da família Aruak e 01 língua Warao. Além destas, também foram mapeados 13 povos isolados que vivem nas fronteiras do estado. 

A reunião dessas informações deu origem a um mapa interativo, em que é possível conhecer cada uma das línguas, os territórios indígenas em que se localizam e os rios que banham esses territórios. O diferencial do mapa, é a possibilidade de conhecer e acompanhar vídeos produzidos pelos indígenas, com verbetes, contação de histórias, música, exibições de festas, rituais e o dia a dia da comunidade. O Mapa está disponível no link: https://gedaiamazonia.com.br/linguas-indigenas-no-para/ 

“Desde a colonização há uma política de morte para as línguas indígenas, por isso, visibilizar a resistência delas é uma forma de reforçar a importância de políticas linguísticas para valorização e fortalecimento dessas línguas, por meio de ações na Educação Escolar Indígena, nas escolas da rede pública de forma geral, nas universidades e nos mais diversos âmbitos da sociedade”, explica a professora Flávia Marinho Lisbôa, docente da Ufra, campus Paragominas, que integra o Gedai.

Documentário

Junto com o mapa linguístico, o Gedai também produziu o documentário “Entre rios e palavras: as línguas indígenas no Pará em 2021”, que está disponível no youtube, no link: https://www.youtube.com/watch?v=5TP25OXroAc.

O documentário reúne história das línguas, a influência do colonizador a partir dos rios, relatos de vida, racismo, a busca e a importância por resistir e repassar a língua materna aos mais jovens. No documentário, é possível ver, por exemplo, professoras e crianças Arapium na escola cantando na língua Nheengatu. E conhecer relatos como o de Kayawa Mawayana, que pode ser a última falante viva da língua Mawayana.

Tanto o mapa quanto o documentário fazem parte do projeto “Retratos do Contemporâneo: as línguas indígenas na Amazônia Paraense”, submetido pelo Gedai ao Edital de Cultura Imaterial da Lei Aldir Blanc de 2021, financiado pelo Governo Federal - Secretaria Especial de Cultura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará (SECULT) e organizado pela Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA)

Por conta da pandemia, o documentário recebeu vídeos gravados pelos celulares dos alunos indígenas das universidades participantes. “Executar o projeto no meio da pandemia, além das distâncias territoriais no estado do Pará foram algumas das dificuldades. Com isso, contamos com a colaboração dos povos indígenas, que enviaram os vídeos gravados por celular e diante dessas limitações, embora não tenhamos a melhor qualidade em som e imagem em alguns dos materiais enviados, temos a riqueza de terem sido produzidos por eles. Isso é muito gratificante por expressar o reconhecimento desses povos da importância do projeto e o esforço para contribuir”, explica a professora Ivânia Neves, quem dirigiu o documentário e o mapa.  

Ela destaca ainda a participação de um indígena na produção do documentário. "Clodoaldo Arapium fez a direção de fotografia e a edição e essa é uma informação importante de se destacar". A professora Marília Leite (Ufopa) foi a responsável pela produção.

O documentário ainda passará por uma edição final e o mapa segue passível de alterações, de acordo com o as informações dos povos que quiserem contribuir para o refinamento das informações.

De acordo com a Federação dos Povos Indígenas do Pará existem cerca de 65 povos indígenas, entre isolados e contactados, vivendo no território paraense. E mais de 200 línguas indígenas faladas no Brasil.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra. Com informações do GEDAI

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