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Série “Você Sabia?” – Castração de cães e gatos e cuidados no pós-cirúrgico

  • Publicado: Quinta, 09 de Julho de 2020, 12h27
  • Última atualização em Quinta, 09 de Julho de 2020, 13h30

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Além de ser a medida mais eficaz de controle populacional, a castração traz diversos benefícios para a saúde de cães e gatos.

Os veterinários são unânimes em afirmar: a castração é o método mais seguro e eficiente para controlar a população e combater o abandono de cães e gatos. Mas você sabia que castrar também previne doenças? E sabia que existem diferentes técnicas?

Para começar, a médica veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) Maridelzira Betânia David explica que a castração nada mais é do que a retirada das gônadas dos animais, sendo necessária quando queremos impedir a sua reprodução ou mesmo quando o animal já apresenta algum problema no seu organismo devido a alterações hormonais. Existe a castração química, que é realizada em cães machos, e a castração cirúrgica, que pode ser realizada em cães e gatos, tanto fêmeas quanto machos.

A castração cirúrgica é um procedimento que deve ser realizado somente por um médico veterinário, uma vez que, como qualquer procedimento cirúrgico, envolve riscos que podem levar o animal até a óbito. Entre os benefícios observados, o procedimento é capaz de tornar o animal mais dócil, evitar problemas uterinos e nas mamas em cadelas e gatas, reduzir problemas de próstata nos machos e evitar situações de maus tratos, uma vez que esses animais não irão mais brigar para reproduzir com outros animais da mesma espécie nas ruas.

A veterinária alerta que o animal normalmente muda de comportamento no período do cio ou quando ele percebe um outro animal no cio, e isso pode levar a reações criminosas por parte de algumas pessoas. “As cadelas normalmente apresentam pequenos sangramentos que duram até 10 dias e as gatas manifestam miados longos e um comportamento persistente que, muitas vezes, podem provocar situações de maus tratos, como agressões, envenenamentos e outras situações terríveis para esses pequenos”.

Pós-cirúrgico

Depois que o tutor tomou a decisão de castrar, é hora de saber como cuidar do seu pet para que ele se recupere da melhor forma. Embora seja um procedimento relativamente simples, que não afeta muito o cotidiano do animal, o principal cuidado é obedecer às recomendações do médico veterinário quanto a medicamentos no pós-operatório, curativos e, principalmente, a restrição de espaço. “Depois das primeiras 24 a 48 horas da cirurgia, os animais já estarão se sentindo bem, e isso pode implicar em alguns problemas. O animal pode fugir ou subir em móveis, muros etc., e isso pode levar a uma ruptura da cirurgia”, alerta.

Os cuidados são semelhantes tanto para machos quanto para fêmeas. Um cuidado extra deve ser tomado com aqueles animais mais agressivos, que dificultam que o tutor faça um curativo adequado. Esses pets precisam de uma proteção especial para que o local da cirurgia não seja danificado, incluindo roupinhas cirúrgicas ou colar elizabetano.

Possíveis complicações

Entre as principais complicações, é possível ocorrer a ruptura parcial ou total da cirurgia e infecções que podem ser provocadas pela falta das medicações ou uso incorreto destas, podendo gerar hemorragia ou mesmo infecção severa. Caso isso ocorra, é necessário socorrer o animal rapidamente, sob risco de óbito.

Mitos

Para finalizar, a médica veterinária desmistifica algumas crenças em torno da castração. Uma delas é o mito de que a cadela deve ter ao menos um parto ao longo da vida, senão ela terá infecção uterina ou tumores de mama.  “Esta afirmação não procede, uma vez que o desenvolvimento de uma infecção uterina ou mesmo tumor de mama independe da condição do animal de ter tido ou não crias”.

Além disso, muitas pessoas pensam que, depois de castrados, os machos não servem mais para guarda ou que ficarão necessariamente obesos. “Devemos ponderar que a castração não altera a atenção do animal, mantendo sua atenção quando solicitada para a guarda, e que o aumento de peso se deve, principalmente, quando há a diminuição de suas atividades. Caso ele tenha uma rotina física regular e uma alimentação adequada, não haverá ganho de peso exacerbado devido à castração”, explica.

Para as fêmeas, também é necessário evitar o uso de injeções anticoncepcionais, que aumentam as chances de tumores mamários e infecções uterinas. A castração é, sem dúvida, o método mais seguro e deve ser feita o quanto antes, para garantir uma vida longa e saudável aos nossos amigos.

*Com informações da médica veterinária Maridelzira Betânia David, mestre em Saúde e Produção Animal na Amazônia, preceptora da Residência em Clínica Cirúrgica da Ufra e voluntária da ONG Veterinários da Amazônia.

Texto: Jussara Kishi

Arte: Marri Smith 

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