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Ultimas Notícias

Congresso Virtual "Universidade Viva" é finalizado após 31 horas de debates científicos

  • Publicado: Segunda, 22 de Junho de 2020, 16h41
  • Última atualização em Segunda, 22 de Junho de 2020, 17h44

Com transmissão simultânea pelo youtube e facebook, o “Universidade Viva”- I Congresso Virtual da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA),  teve um saldo de 31 horas de transmissão de conteúdo científico, nos cinco dias de evento. Ao todo, 55 palestrantes, tanto da Ufra quanto de outras instituições, conversaram sobre pesquisa, ensino e extensão, além de estratégias administrativas e de gestão, considerando o atual cenário da pandemia. Todo as palestras já estão disponíveis no canal da UFRA no youtube, o https://www.youtube.com/UfraOficial. Os vídeos podem ser acessados pelo dia do evento.

O Congresso foi pensado para oferecer múltiplas atividades em ambientes virtuais, e propor debates e reflexões sobre temas específicos, trazendo para as discussões a experiência de especialistas da área. Todas as mesas e painéis tiveram tradução simultânea em Libras.

“Os assuntos foram pautados a partir dos desafios da Educação a Distância no contexto pós-pandemia. A partir dos desafios avaliados pela UFRA através da participação em fóruns e grupos de pesquisas foram eleitos os temas de cada mesa e oficina. O evento teve o caráter reflexivo, de apontar caminhos, possibilidades, ouvir experiências e contribuir na tomada de decisão”, diz o pró-reitor adjunto de gestão de pessoas, Victor Oliveira.

Entre as palestrantes convidadas estava professora Liamara Scortegagna, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e coordenadora do Curso de Licenciatura em Computação, modalidade EAD. A professora conversou com os participantes sobre “Metodologias inovativas para novos contextos”, em uma mesa redonda que reuniu também os professores Joabson Nogueira de Carvalho, Marcelo Pacheco, Orlando Nobre Bezerra de Souza, Rafael Costa e Ruth Falesi.

Segundo a professora, a educação está passando por um processo inevitável de transformação, que será sentido quando ocorrer o retorno às aulas de forma presencial. “Diante de um cenário de ensino remoto emergencial e diante da educação à distância sendo utilizada por grande parte das instituições de ensino superior no Brasil, nós vamos ter um novo contexto, a utilização maior da tecnologias no ensino presencial, aí eu acredito que vamos chegar a um ensino híbrido, onde não vamos ter nem só educação a distância e nem só ensino presencial, e muita utilização de recursos tecnológicos que estão sendo o foco agora da pandemia. Nós como docentes precisamos também estar sempre em evolução e revendo e inovando nossas metodologias. Não é uma tarefa fácil, mas é necessária, pois estamos cada vez com novas gerações de alunos, que estão mais conectados, que precisam ter uma formação mais completa e essa formação é de um profissional preparado para este novo perfil que o mercado está exigindo. Nós precisamos mudar as nossas metodologias. O aluno passa a ser o centro do processo de aprendizagem, em que o aluno é chamado a cooperar com o professor no processo de ensino, para que ele tenha diversas formas de aprendizado. Nem sempre inovação significa tecnologia. Inovação pode ser metodologia”, diz a professora, destacando metodologias que se encaixariam nesse novo modelo de ensino, como a Aprendizagem baseada em problemas; aprendizagem por pares; aprendizagem baseada em projetos; a “gameficação” (utilização de elementos dos jogos em processos educacionais), realidade virtual; trabalho em grupo e sala de aula invertida (que necessita de momentos presenciais)

As mesas virtuais e painéis reuniram temas como educação a distância, inclusão, comunicação científica, metodologias de pesquisa, gestão de projeto, encontros com especialistas e novas formas de interação nas relações de educação e trabalho nesse contexto pandêmico.

“A pandemia traz uma necessidade de quebrar paradigmas, sair de uma zona de conforto que já estávamos habituados, quando o professor precisa repensar suas práticas, o servidor também precisa repensar suas práticas e a universidade precisa se mostrar viva e é o que ela tem feito. Eu vejo a pandemia como um momento difícil para todos nós. Por isso é muito importante trabalhar a questão emocional para que ela não nos paralise ao ponto de que não tenhamos condições de desenvolver nosso trabalho da melhor maneira possível. Porque para desenvolver nossas competências socioemocionais a gente precisa não só ter habilidades bem desenvolvidas. É importante identificar a necessidade de se ressignificar, de abrir pro novo, é um momento de desafio que pode ser enfrentado, pode ser vencido, e podemos ter ganhos também. Mesmo quando voltarmos a nos encontrar presencialmente, não vamos voltar como éramos antes. O contexto educacional mudou, o trabalho, a sociedade”, diz a professora Ana Paula Sardinha, que junto à professora Daniela Castro dos Reis, Elisenda Libonati e Rafaele Habib Souza Aquime organizaram a mesa virtual “Ressignificar o ser – o equilíbrio emocional e as novas formas de gerir, trabalhar e se comunicar”.

Paralelo ao evento também foi realizado I Congresso da ANDIFES (UFRA): Ciência, gestão e pessoas no enfrentamento da Pandemia, com a participação da gestão superior da universidade e convidados. O “Universidade Viva”- I Congresso Virtual da Ufra, teve 732 participantes inscritos, além de 13.500 visualizações por IP único (12.611 no Youtube, 927 no Facebook), com participantes de todo o Brasil.

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom UFRA

 

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