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Pesquisadores da UFRA simulam modelo que estima o número de infectados pelo novo Coronavírus no Pará

  • Publicado: Quinta, 09 de Abril de 2020, 16h54
  • Última atualização em Quinta, 09 de Abril de 2020, 17h58

O estudo inicial feito por pesquisadores do  Núcleo de Sistemas Ciber físicos (NSCF) da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) traz a evolução do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no estado do Pará, no período que vai desde a confirmação do primeiro infectado (no dia 18/03/2020) até o dia 06/04/2020. No trabalho, os pesquisadores também apresentam um modelo matemático que ajuda a estimar o número de infectados para predições de curto prazo, e nesse caso em específico, as previsões foram feitas até o próximo dia 06 de maio.

No melhor cenário simulado, o pico de infecção no estado será de 643 infectados em 06 de maio de 2020. E no pior cenário, esse número salta para 2846 infecções até a mesma data, reforçando a necessidade de isolamento social.

 

A pesquisa utilizou os dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Estado, e fez o cruzamento das informações sobre infectados, analisando e estimando matematicamente a evolução do vírus. Para analisar esses dados os pesquisadores utilizaram um modelo matemático conhecido como modelo de Azooz, utilizado em aferições epidemiológicas em todo o mundo.  

O trabalho é realizado pelos pesquisadores Ruan Benedito Gaia Cabral, Saulo Augusto Nooblath Chase, Rhuan Carlos Martins Ribeiro, Glauber Tadaiesky Marques, Emerson Cordeiro Morais, Alex de Jesus Zissou, Edson do Socorro Silva Andrade, Walmir Oliveira Couto, Paulo Cerqueira dos Santos Júnior, Pedro Silvestre da Silva Campos, José Felipe Souza de Almeida, Otavio Andre Chase. 

“Um dos nossos objetivos é mostrar como o vírus pode evoluir. E esses dados podem embasar medidas protetivas executadas pelo estado, que já está realizando ações necessárias e efetivas para evitar a disseminação do vírus. Os dados estimados nos mostram que a melhor medida ainda é o isolamento social”, diz o professor Otavio Chase, integrante do grupo de pesquisa.

A intenção agora é partir para a segunda fase da pesquisa. “Nós continuamos trabalhando, e agora poderemos utilizar modelos matemáticos mais avançados para as próximas estimativas, pois já começamos a ter dados sobre número de pessoas recuperadas, óbitos, população infectada”, diz.

A pesquisa foi publicada em forma de artigo na Brazilian Journal of Health Review, periódico científico especializado na área de saúde. O artigo é uma das publicações pioneiras do Pará sobre os impactos do Covid-19.

Em 06 de abril, o Brasil era o 16º país com mais pessoas infectadas pelo vírus, segundo o Coronavirus Resource Center. Nessa data, o Pará contava com 103 casos confirmados e 03 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade de 2,91 %. No Boletim Epidemiológico divulgado pela Sespa nesta quarta-feira (08), o Pará já possuía 165 pessoas infectadas, e 06 óbitos.

 

 

Sobre o Coronavírus

Os primeiros casos de coronavírus em humanos foram identificados e isolados em 1937, porém somente em 1965 o vírus foi denominado por coronavírus, devido ao seu perfil microscópico parecer com uma coroa. Comumente, as infecções pelo SARS-CoV-2 causam sintomas respiratórios, febre, tosse, falta de ar e dificuldades respiratórias, embora algumas pessoas infectadas tenham sido declaradas assintomáticas. Porém, o COVID-19 é uma doença nova, e ainda não há um tratamento específico, segundo a Organização Mundial de Saúde.

O artigo completo publicado na revista pode ser acessado no link: http://www.brjd.com.br/index.php/BJHR/article/view/8561

Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom UFRA

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