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Professora da Ufra Tomé-Açu tem trabalho premiado em evento científico no México

  • Publicado: Quinta, 21 de Novembro de 2019, 13h49
  • Última atualização em Quinta, 21 de Novembro de 2019, 13h55

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A professora Luciane Soares, docente do campus Tomé-Açu da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), é autora de um artigo na área de transferência tecnológica que foi premiado com o 3º lugar durante a XXXII Reunión Científica Tecnológica Forestal y Agropecuária, ocorrida em Veracruz, no México, de 14 a 15 de novembro de 2019. A professora é a primeira autora do artigo “Cadernetas de mujeres: contribución del trabajo femenino en la producción agroecológica del Norte de Brasil”, que tem coautoria de outras três pesquisadoras, incluindo a egressa da Ufra Beatriz Luz Cruz.

De acordo com a docente, a pesquisa trata sobre a contribuição do trabalho das mulheres agroecológicas para a agricultura, utilizando a Caderneta Agroecológica. A temática faz parte da investigação do seu pós-doutorado em Agroecossistemas Tropicais, que está sendo conduzido em COLPOS, no México. “O trabalho busca investigar e mostrar as invisibilidades que as mulheres rurais sofrem no seu trabalho na agricultura e na pesca. O artigo questiona o conceito de trabalho definido na economia tradicional e mostra os outros muitos trabalhos que as mulheres realizam e não são contabilizados. Em especial, mostra a contribuição que as mulheres rurais fazem para a sustentabilidade”, informa.

O foco do estudo é nas mulheres amazônidas do Norte do Brasil. As principais questões levantadas são: por que o trabalho das mulheres rurais é invisível tanto economicamente quanto socialmente? E qual a contribuição que as mulheres agroecológicas fazem para a sustentabilidade na Amazônia? De acordo com a autora, a estrutura patriarcal do capitalismo impede que muitos trabalhos que as mulheres fazem sejam contabilizados na matemática econômica, sendo considerados “não produtivos”, tais como trabalhos domésticos, trabalhos com agricultura, trabalho comunitário ou criação de pequenos animais. “Ao final, estes trabalhos foram alcunhados com denominações muito comuns. Neste sentido, as mulheres rurais na Amazônia são fundamentais na construção de um cuidado com o meio porque desenvolvem multi-trabalhos que valorizam a biodiversidade do nosso bioma”.

Ela explica que, diante das dificuldades encontradas por esse grupo de mulheres, a Caderneta Agroecológica se apresenta como uma importante ferramenta que vem sendo utilizada por um conjunto de pesquisadoras em todo o Brasil. “Ela é o instrumento de mensuração e gestão que permite dar valor em termos monetários a parte destes muitos trabalhos”, define.

A respeito da premiação, Luciane Soares conta que se sente grata pela oportunidade de desenvolver o estudo no pós-doutorado pela Ufra. “Para a Ufra, sobretudo, é importante mostrar o quanto uma universidade ganha ao incentivar seus professores a pesquisar e continuar estudando e aprendendo. A universidade está hoje sendo conhecida a nível internacional com este prêmio. Pesquisar não é uma tarefa trivial, e menos ainda em se tratando de uma mulher que também é mãe, dona de casa, professora e que pode, através do ensino público e gratuito, chegar ao nível de um pós-doutoramento. Portanto, a pesquisa é parte do meu processo pessoal também, como mulher”, relata.

A professora Luciane Cristina Costa Soares é doutora em Desenvolvimento Rural pela Universidad Autónoma Metropolitana (México), mestre em Planejamento do Desenvolvimento (NAEA/UFPA), especialista em Desenvolvimento de Áreas Amazônicas (NAEA/UFPA) e graduada em Ciências Contábeis. Lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Sociedades, Território e Organizações (GESTO).

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