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Ufra é representada no I Seminário Nacional de Tecnologias Sociais do CNPq

  • Publicado: Quinta, 21 de Novembro de 2019, 12h03
  • Última atualização em Quinta, 21 de Novembro de 2019, 12h11

evento CNPQ Ufra 1

Nos dias 18 e 19 de novembro de 2019, ocorreu em Brasília (DF) o Primeiro Seminário Nacional de Tecnologias Sociais, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).  O evento reuniu coordenadores de 55 projetos contemplados pela chamada de apoio a pesquisas em tecnologias sociais, lançada em 2018. Um desses projetos é desenvolvido pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), coordenado pela professora e pesquisadora Vania Neu, que participou do encontro.

O seminário teve como objetivo acompanhar os resultados já obtidos pelos projetos, trocar experiências, elaborar diretrizes para o plano de ação e implantação da Política Nacional de Tecnologias Sociais e alinhar as pesquisas do órgão de fomento às reais demandas do país.  Tecnologias sociais são conhecidas como alternativas eficientes e de baixo custo que promovem soluções para problemas sérios como falta de água, saneamento básico, geração de renda, soberania alimentar, produção agroecológica, dentre outras.

Entre os projetos apoiados, a região Norte foi a região com a menor representação, explica a professora Vania Neu. Na modalidade avaliação de tecnologias sociais, o projeto da Ufra, que trata sobre “Segurança hídrica e saneamento básico descentralizado por meio de tecnologias sociais na Região Insular de Belém”, foi o único contemplado em toda a região Norte do Brasil. Já nas modalidades desenvolvimento e replicações, foram seis projetos, sendo quatro desenvolvidos no estado do Pará e dois no estado do Amazonas.

“No evento, foi enfatizada a importância de se dar apoio à região Norte do país, a qual junto com o Nordeste ainda enfrenta os mais básicos e graves problemas. Também foi enfatizado o papel fundamental da extensão universitária para o desenvolvimento de soluções efetivas e transformadoras em todas as regiões. Professores e alunos trabalhando em conjunto com comunidades são agentes transformadores da realidade socioambiental”, destaca a professora da Ufra. Os projetos têm como base a sustentabilidade e o resgate da autonomia de povos e comunidades, explica. “Povos estes que são provedores do desenvolvimento sustentável, produção de alimento de qualidade, com respeito ao meio ambiente. Os projetos se destacam pelo diálogo com as demandas das comunidades. A comunidade é o principal foco das pesquisas e não o atendimento de projetos individuais e pessoais”, afirma.

O evento, considerado inovador, tratou de assuntos relevantes, como o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias de acesso à água e saneamento alternativo para comunidades ribeirinhas amazônicas e do semiárido brasileiro; água para produção agrícola em assentamentos do semiárido nordestino; redução de vulnerabilidade de comunidades em áreas suscetíveis à desertificação; agregação de valor ao produto e geração de renda a pescadores, elaboração de modelo de cooperativas de prestação de serviços autônomos; agroecologia; compostagem de resíduos sólidos de baixo custo; economia solidária e agroecologia em comunidades de dependentes químicos; tecnologias sociais para proteção à biodiversidade; entre outras áreas prioritárias para o desenvolvimento da soberania do país.

Durante o seminário, ressaltou-se, ainda, a importância das universidades como os agentes públicos de maior interação com as comunidades. Ao final do evento, foi elaborada a "Carta de Brasília em Tecnologia Social", que apontou diretrizes para o plano de ação e implantação da Política Nacional de Tecnologias Sociais.

De acordo com a professora Vania Neu, a importância do evento se dá não só pelas tecnologias que estão sendo desenvolvidas, aperfeiçoadas e avaliadas, mas também pela troca de experiências com pessoas que têm a sensibilidade de buscar alternativas inclusivas para comunidades cada vez mais excluídas pela sociedade. “Trabalhar com tecnologias sociais é trabalhar com a vida, é promover qualidade de vida, saúde e dignidade. Essas são as tecnologias do futuro, são resultados de um processo que dialoga com a comunidade, trazem um novo significado para a economia, conseguem compreender a integralidade entre sociedade e meio ambiente, ou seja, são indissociáveis. São tecnologias que não usam o meio ambiente como forma de concentrar riqueza nem gerar desigualdade e degradação socioambiental”.

Tecnologias sociais para comunidades ribeirinhas

O projeto “Segurança hídrica e saneamento básico descentralizado por meio de tecnologias sociais na Região Insular de Belém” atua junto a comunidades ribeirinhas, buscando soluções de baixo custo para problemas relacionados à falta de água potável e à precariedade do saneamento básico nessas localidades, como por exemplo as altas taxas de doenças. O projeto já beneficiou diretamente 21 famílias com o Banheiro Ecológico Ribeirinho (BER) e o Sistema de Captação da Água da Chuva, foi replicado em outras comunidades do Pará e do Amazonas e resultou na publicação de cartilhas ilustradas sobre tais tecnologias sociais. O projeto foi vencedor do Prêmio Santander Universidade Solidária, do Prêmio da Agência Nacional das Águas (ANA), do Prêmio Samuel Benchimol e do Prêmio UFRA Sustentável.

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Réplicas das tecnologias sociais expostas durante o Seminário, em Brasília.

Ascom Ufra, com informações da professora Vania Neu.

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