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Ufra atua na força-tarefa que monitora possível chegada de manchas de óleo ao litoral paraense

  • Publicado: Quinta, 31 de Outubro de 2019, 11h29
  • Última atualização em Quinta, 31 de Outubro de 2019, 11h39

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Uma equipe formada por profissionais de diversas entidades do Pará está atuando, desde o último dia 23, em ações preventivas para a possível chegada das manchas de óleo - que hoje atingem os nove estados do Nordeste do Brasil - à costa do Pará. A força-tarefa é formada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Instituto Biologia e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (BioMa), Marinha e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio de municípios costeiros. O grupo tem monitorado as praias dos municípios de Viseu e Augusto Corrêa, Nordeste Paraense.

A professora Tabilla Verena da Silva Leite e professor Marcelo Moreno estão à frente das ações por parte da Ufra. A professora explica que, embora essas manchas de petróleo in natura ainda não tenham chegado ao litoral paraense, pescadores locais relatam que elas já foram encontradas bem próximas, mais especificamente na reserva extrativista de Cururupu, que fica no litoral maranhense, a cerca de duas horas de barco do município de Viseu.

“Mesmo sem a presença das machas de petróleo em nossa costa, é necessário não só que órgãos ambientais fiquem atentos, mas também que as instituições de pesquisa como as universidades atuem fortemente nesta situação, visto que essas instituições possuem pessoal técnico capaz de auxiliar tanto as comunidades afetadas quanto os próprios órgãos ambientais a pensarem em soluções e pesquisas para esse grande problema ambiental que o país está vivendo”, afirma. O objetivo principal da força-tarefa é monitorar o litoral do estado e preparar as comunidades para que, caso as manchas atinjam o litoral do Pará, possam ser tomadas rapidamente as medidas corretas.

Os especialistas temem as possíveis consequências, que podem ser diversas. “No viés ambiental, é bastante preocupante, visto que em nosso litoral encontram-se unidades de conservação, que são áreas protegidas por lei”, alerta a professora da Ufra. No caso dos municípios monitorados inicialmente, a preocupação é com as Reservas Extrativistas Marinhas Gurupí-Piriá (Viseu) e Araí-Peroba (Augusto Corrêa). “Essas áreas são extremamente importantes para a conservação do ecossistema manguezal, visto que os manguezais mais conservados do Brasil encontram-se na faixa litorânea que compreende os estados do Pará e do Maranhão. Assim, se as manchas porventura chegarem ao nosso litoral, consequentemente essas reservas devem ser afetadas, colocando em risco a sobrevivência das espécies que vivem e muitas que se reproduzem nesse ambiente de mague”, afirma Tabilla Leite.

Além das possíveis consequências ambientais, diz, existem ainda as consequências econômicas e sociais, pois as populações tradicionais desses municípios dependem do ambiente para desenvolver atividades como o extrativismo, a pesca e a extração de caranguejo.

Neste contexto, a Ufra, por meio de seus profissionais e alunos de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, tem dado apoio técnico às ações, auxiliando no monitoramento e mapeamento dos locais visitados e também fazendo o monitoramento aéreo com auxílio de drone. O uso dessa ferramenta, explica, foi primordial para se constatar se realmente as machas não tinham atingido as praias. “Além disso, todos as praias visitadas foram mapeadas com auxílio de GPS, gerando, assim, um banco de informações geográficas da área, inclusive mapeando locais de desova de tartarugas marinhas, locais com incidência de botos e de alimentação de peixes-bois no município de Viseu. Todos esses animais marinhos são ameaçados de extinção e, se as manchas chegarem ao local, serão afetados”, alerta. 

Além do auxílio ao monitoramento, a equipe da Ufra tem ajudado nas atividades de conscientização da população residente das praias, com visitas às comunidades locais. Por fim, foram gerados um relatório técnico e um banco de informações da força-tarefa.

Relembre - No final de agosto de 2019, manchas de petróleo cru começaram a aparecer nas praias do lotoral nordestino do Brasil, atingindo mais de 280 localidades em quase 100 municípios de todos os nove estados da região. Desde então, foram recolhidas mais de mil toneladas do produto, ao longo de cerca de 2,5 mil quilômetros de extensão.

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Texto: Jussara Kishi

Créditos das fotos: Semas

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