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Ultimas Notícias

Série “Você Sabia?”: Professor da Ufra esclarece sobre a toxoplasmose

  • Publicado: Terça, 08 de Outubro de 2019, 14h54
  • Última atualização em Terça, 08 de Outubro de 2019, 14h57

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Apesar de ter um nome bem conhecido pela população, ainda existem muitos mitos e dúvidas a respeito da toxoplasmose. Trata-se de uma doença infecciosa causada por um protozoário intracelular obrigatório chamado de Toxoplasma gondii, que pode infectar todas as espécies de animais de sangue quente, inclusive os seres humanos, portanto é uma importante zoonose.

Os felídeos, incluindo os gatos domésticos, são considerados os únicos hospedeiros definitivos, pois somente neles ocorre a multiplicação sexuada do parasita, que pode, portanto excretar oocistos nas fezes. Por outro lado, hospedeiros não felinos são considerados hospedeiros intermediários (apresentam somente o ciclo assexuado do parasita).

Há três estágios infecciosos na toxoplasmose: esporozoítos em oocistos (somente felídeos), que são excretados nas fezes; taquizoíto; bradizoíto, que são encontrados nos tecidos (principalmente de ruminantes, como bovinos e bubalinos). Existem, também, três principais modos de transmissão: infecção congênita (da mãe para o filho durante a gestação), ingestão de tecido infectado (carne crua ou malcozida ou leite não pasteurizado) e de alimentos ou água contaminados com oocisto.

Em todo o mundo, cerca de 500 milhões de seres humanos têm anticorpos contra o Toxoplasma gondii. A prevalência é mais alta (próximo a 100%) em climas quentes e úmidos como nos países tropicais.

Gatos x toxoplasmose

A infecção ocorre com maior frequência em gatos que são alimentados com carne crua, em vez de rações comerciais. Filhotes que crescem soltos ao ar livre, em geral, se infectam logo após o desmame e quando começam a caçar. A maioria é infectada pelo comportamento carnívoro logo após o desmame e libera oocistos apenas por curtos períodos (menos de 3 semanas depois).

Além da alimentação com ração comercial, gatos de estimação devem ser impedidos de caçar e comer potenciais hospedeiros intermediários ou vetores mecânicos, como baratas, minhocas e roedores. As bandejas de dejetos devem ser trocadas diariamente porque em geral os oocistos levam pelo menos 24 horas para alcançar o estágio infectante. Se preferência, deve-se usar água fervente para a desinfecção dessas bandejas. A redução de infecção em gatos evitará a excreção de oocistos no ambiente.

Transmissão para o ser humano

As pessoas são infectadas ao ingerirem cistos viáveis em carne ou frutos do mar crus ou malcozidos, ou cistos eliminados nas fezes de gatos recém infectados. Como o gato doméstico é fonte primária de contaminação por Toxoplasma gondii em ambientes urbanos e rurais, há preocupação com a superpopulação de felinos silvestres e domésticos que vivem soltos ao ar livre.

Também há evidências de que a toxoplasmose é uma doença importante transmitida pela água, pois há relatos de surtos de toxoplasmose humana associada à contaminação da água potável e de fontes naturais de água doce.

Seu gato não precisa ser o vilão

Embora os oocistos sejam a chave para a transmissão, na maioria dos estudos não se encontrou relação direta entre toxoplasmose em adultos e o fato de ter um gato em casa. Portanto, o mais importante na prevenção são os hábitos alimentares e os cuidados no contato com o solo durante jardinagem.

Gatos proporcionam benefícios para a saúde emocional de pessoas e não constituem fator de risco direto para ter toxoplasmose em lares onde se praticam bons hábitos de higiene. Portanto, não é necessário abrir mão deles.

Cuidados básicos:

  • Gatos domésticos devem ser alimentados somente com ração comercial e ser impedidos de caçar;
  • Evite comer carne crua ou mal passada e lave bem vegetais e frutas antes do consumo;
  • Evite contato da pele com o solo durante atividades de jardinagem;
  • Troque e higienize diariamente as bandejas de dejetos do seu gato, preferencialmente, usando água fervente.

*Com consultoria do professor Alexandre Casseb.

Fonte da imagem: http://www.blog.saude.gov.br/ 

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