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Ufra sedia oficina sobre os sítios Ramsar dos manguezais amazônicos

  • Publicado: Segunda, 12 de Agosto de 2019, 14h00
  • Última atualização em Segunda, 12 de Agosto de 2019, 14h00

evento ICMBio 3

A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus Belém, foi sede da Oficina de Capacitação e Comunicação sobre os Sítios Ramsar dos Manguezais Amazônicos, ocorrida nos dias 08 e 09 de agosto de 2019, no auditório do prédio do curso de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis. A programação foi promovida em parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e o Governo da Noruega. O evento recebeu o apoio da Ufra, por meio do Laboratório de Geologia de Ambientes Aquáticos (LGAA).

O objetivo foi promover uma reflexão a respeito das propostas para a visão estratégica e de estrutura de governança dessas áreas, além de informar as comunidades pesqueiras do estado sobre os sítios Ramsar regionais, que vão do Oiapoque (AP) até o Delta do Parnaíba (PI), e criar uma rede de comunicação entre elas. Os sítios Ramsar são zonas úmidas reconhecidas como locais de importância ecológica internacional. Essas áreas entram na classificação da chamada Convenção de Ramsar, um tratado intergovernamental para conservação e uso sustentável dos recursos naturais de tais ambientes.

O evento contou com a presença de membros do ICMBio, Ministério do Meio Ambiente, Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (CONFREM), além de representantes das comunidades pesqueiras do litoral paraense e das ONGs Rare e Bicho D'água.

Para William Fernandes, coordenador regional do ICMBio, manter a comunidade informada é essencial para a garantia da preservação dos sítios Ramsar. “Nós estamos repassando para a comunidade o que é a Convenção de Ramsar para que, a partir dessa informação, essas lideranças possam estar usando a imagem dos sítios para criar projetos de conservação dessas áreas que sejam do interesse dos pescadores”, explica.

O professor e coordenador do LGAA da Ufra, Marcelo Moreno, falou sobre o papel que a instituição tem ao sediar esses debates. “A universidade está fazendo o seu papel ao executar a extensão universitária. Nós estamos nesta oficina junto com o ICMBio levando conhecimento e capacitação às lideranças das unidades extrativistas envolvidas. A Ufra, como parceira, também vai dar apoio para a instalação desses sítios aqui na Amazônia, que hoje se tornou patrimônio internacional”, comenta.

A Convenção Ramsar

Em 02 de fevereiro de 1971, na cidade de Ramsar, no Irã, foi aprovado o texto da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, também chamada Convenção de Rmsar. Assim, os países signatários tiveram a oportunidade de indicar áreas para ingressar na chamada Lista de Ramsar. Os sítios Ramsar são pontos estratégicos de conservação da biodiversidade e possuem prioridade em cooperações técnicas e apoio para projetos que visem à sua proteção e ao uso sustentável de seus territórios.

Desde sua adesão à Convenção, o Brasil promoveu a inclusão de 23 unidades de conservação e dois 2 Sítios Ramsar Regionais, somando 25 sítios. A introdução dessas áreas na lista faculta ao Brasil a obtenção de apoio para o desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para o financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional. Em contrapartida, o país assumiu o compromisso de manter suas características ecológicas.

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