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“Você sabia?”: Professor alerta sobre cuidados com dispositivos móveis

  • Publicado: Quarta, 26 de Junho de 2019, 13h19
  • Última atualização em Sexta, 02 de Agosto de 2019, 09h58

arte prof Allan Costa 1

O Brasil é 5º país no ranking de uso diário de celulares no mundo, de acordo com o relatório “Estado de Serviços Móveis” (2018), e as estatísticas apontam que existe mais de um smartphone ativo por habitante. Além disso, os dispositivos móveis como relógios smartwatch, tablets, PDAs, celulares e smartphones têm se tornado indispensáveis em nosso cotidiano, devido à sua popularidade e pelo fato de estes dispositivos serem capazes de executar uma grande parte das tarefas e ações que os computadores pessoais realizam, tais como acessar sites, Internet Bank/Home Bank, e-mails, aplicações, redes sociais, troca de mensagens instantâneas e outros. 

De acordo com o professor Allan Douglas Costa, docente da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), é notório observar que o número de celulares e afins está crescendo de forma exponencial no Brasil. No entanto, os investimentos em segurança para este segmento não estão acompanhando a curva de vendas. “Em uma pesquisa divulgada recentemente pela IDC, é externado que houve um crescimento de 164% na venda de dispositivos móveis no país, em comparação com apenas 27% de investimento em segurança para soluções moveis”, afirma. 

Ele explica que a maioria das infecções em dispositivos móveis é causada por vírus e malwares (softwares maliciosos), seguidos por worms, trojan, rootkits, spywares, adware e outros. E faz um alerta: “a falta de atualização dos sistemas operacionais dos dispositivos móveis (Andoid, IOS, Windows Phone e outros) é outro fator que merece extrema atenção. Assim, sempre mantenha atualizado o sistema operacional e evite baixar aplicativos de origem desconhecida ou duvidosa”. 

A seguir, algumas dicas de segurança essenciais para uso de dispositivos móveis:

  • • Tenha um antivírus com função de AntiSpyware e AntiMalware e mantenha-o sempre atualizado;
  • • Evite clicar em links suspeitos e entrar em sites de conteúdo duvidoso;
  • • Cuidado ao abrir e-mails de origem duvidosa;
  • • Crie senhas difíceis de serem descobertas e altere-as periodicamente;
  • • Cuidado ao usar redes Wi-Fi abertas;
  • • Seja cauteloso ao fazer downloads;
  • • Evite as modificações e desbloqueios do sistema operacional;
  • • Cuidado ao fazer compras na internet ou usar sites ou aplicativos de bancos;
  • • Faça suas cópias/backup na nuvem;
  • • Mantenha sempre atualizado o sistema operacional, assim como os demais programas de seu dispositivo móvel;
  • • Mantenha as informações sensíveis sempre no formato criptografado;
  • • Configure o dispositivo para que ele seja localizado e bloqueado remotamente.

O professor sugere, ainda, que, ao se desfazer de um dispositivo móvel, é preciso apagar todas as informações nele contidas e restaurar as opções de fábrica. “Nunca foi tão importante proteger todos os seus dispositivos, pois o que existe de dados armazenado neles é a sua identidade”, diz. 

Perigos

Ele explica que, em consequência de um ataque cibernético, os usuários e as companhias se deparam com exposições de todos os tipos, violação intencional de sigilos, custos consideráveis e outras consequências, entre elas:

  • • Acesso às demais senhas armazenadas no equipamento (PC/Celular);
  • Phishing e fraudes contra bancos; 
  • • Vazamento de informações íntimas;
  • • Acesso à agenda telefônica;
  • • Envio e leitura de mensagens de SMS;
  • • Violação de propriedade intelectual; 
  • • Espionagens diversas; 
  • • Pichação informática ou defacement (modificações de conteúdo e estética);
  • • Escuta telefônica;
  • • Fraude de cartão de crédito;
  • • Uso não autorizado de sistemas; 
  • • Manipulação de dados; 
  • • Uso simultâneo do mesmo login;
  • • Falhas de atualizações de sistemas;
  • • Envio de mensagens indevidas;
  • • Extorsão de dinheiro dos contatos da agenda e/ou companhias;
  • • Distribuição de material de pornografia infantil; 
  • • Mensagens difamatórias em sites de relacionamento; 
  • • Vazamento de fotos e vídeos;
  • • Ilícitos econômicos; 
  • • Sabotagem, extorsão e outros.

“Um criminoso cibernético pode manipular, sem autorização e à distância, sua smart tv, monitorar sua localização, acessar centrais de alarme de incêndio, equipamentos hospitalares, computador de bordo de carros e aviões, marca-passo, caixas eletrônicos, armas de fogo, drones, semáforos, câmeras de segurança e outros. Porém, cabe registrar que esta pequena relação não é uma lista exaustiva e existem vários outros tipos de equipamentos e sistemas que podem ser usados por criminosos cibernéticos”, informa o professor.

Vale ressaltar que um criminoso cibernético mal-intencionado, que explora as atividades dos sistemas e da tecnologia da informação para a prática de delitos, pode responder por crimes bom base na lei 12.737 de 2012, denominada “Lei de Crimes Informáticos” ou “Lei Carolina Dieckman”. Houve alterações significativas no Código Penal Brasileiro, incluindo a tipificação criminal de delitos informáticos. A referida lei acrescentou os artigos 154-A e 154-B, o parágrafo 1º do artigo 266 e o parágrafo único do artigo 298”, informa o professor Allan Costa.

*Com informações do Professor Allan Douglas Costa, docente de Computação da Ufra, entusiasta em Tecnologia e Evangelista em Segurança da Computação e Computação Forense.

Arte: Professor Allan Douglas Costa

Para mais informações: allan.costa@ufra.edu.br 

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