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Ultimas Notícias

Projeto busca melhorar a gestão de resíduos sólidos dentro da Ufra

  • Publicado: Terça, 25 de Junho de 2019, 14h24
  • Última atualização em Sexta, 02 de Agosto de 2019, 09h59

projeto lixo pet solos 4

Com o objetivo de dar uma destinação adequada para o lixo produzido nos diversos setores do campus Belém e conscientizar a comunidade acadêmica, o PET (Programa de Educação Tutorial) Solos desenvolve desde março deste ano o projeto “Conscientização de uso, reutilização e destinação correta de resíduos descartados na Universidade Federal Rural da Amazônia”. O projeto, que foi um dos vencedores do I Prêmio Ufra Sustentável, trabalha com coleta e descarte correto de lâmpadas, papéis, papelão, equipamentos eletrônicos, garrafas pet, pilhas e outros resíduos. A ideia é incentivar uma mudança positiva no comportamento de alunos, servidores e funcionários da universidade, tornando a Ufra um ambiente mais sustentável.

As ações do PET Solos tiveram início ainda em 2018, quando foram realizadas quatro coletas de resíduos, que foram levados para o para o ponto de coleta da concessionária de Energia do Estado do Pará - EcoCelpa. A partir daí, a equipe começou a trabalhar não somente com o recolhimento, mas também com atividades de conscientização e educação. As ações são realizadas pelos alunos dos cursos de Agronomia, Engenharia Ambiental e Energias Renováveis e Engenharia Florestal, coordenados pelo professor Mário Lopes. Somente entre março e maio de 2019, foram recolhidos mais de 1.100 kg de resíduos sólidos, em cinco coletas.

Uma das integrantes do projeto, a estudante Daniela Chagas, do curso de Engenharia Florestal, explica como se dá o processo: “Nós temos alguns pontos de coletas dentro da universidade, nos quais deixamos algumas caixas, assim como também mantemos contato com alguns setores para que, quando eles tiverem uma demanda muito grande de resíduos, nos acionem e nós possamos fazer o recolhimento”, conta. Além disso, a cada duas garrafas pet entregues, a pessoa ganha em troca uma solução nutritiva para cultivo de plantas, produzida com uso de reagentes vencidos.

Para a estudante, a questão ambiental e a conscientização da comunidade são os principais benefícios que vêm sendo alcançados. “Nós observamos a resposta de muitas pessoas, vindo até nós para ter mais informações de como é feita essa coleta e até para trazer os resíduos que são produzidos nas suas casas. Essa conscientização pelo exemplo está trazendo resultados”, conta.

Fiama Nunes, também discente de Engenharia Florestal, explica que, além dos resíduos sólidos, a equipe do PET Solos também possui uma atividade piloto de coleta de óleo residual das lanchonetes do campus e arredores, que depois é utilizado para a produção de sabão. “Após a produção do sabão, a ideia é distribuir esse produto para as próprias lanchonetes e nos banheiros da Ufra. É uma forma de mostrar que esse material coletado de maneira correta pode voltar para eles de uma forma diferente, gerando economia”. O grupo realiza, ainda, palestras sobre o Programa de Logística Sustentével da Ufra (PLS)

O coordenador do projeto, professor Mário Lopes, afirma que educar é o objetivo do projeto, aliado à melhoria do ambiente e à não contaminação da água e do solo. “O reuso desses materiais servem para a geração de renda, mas o que a gente foca mesmo é a mudança de postura, de paradigma. Quando a gente observa que já foram entregues mais de 500 kg de papel branco, a gente tem um pouco da noção do quanto esse recurso é mal ultilizado dentro da universidade. Racionalizar este recurso significa economia para a Ufra e um ambiente mais saudável”, diz.

O professor destaca, ainda, que o projeto pode ser replicado em toda a universidade. “Nós já vemos alguns setores se mobilizando, como por exemplo a Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PROPLADI) e o Amoxarifado, onde, na última coleta, foram recolhidos mais de 500 kg de papelão que seriam provavelmente descartados irregularmente. Esses setores já fazem o recolhimento dos seus próprios resíduos e pedem para nós irmos buscar”, conta.

No entanto, ao mesmo tempo que a mudança de comportamento é o principal objetivo, é também o maior desafio do projeto, especialmente quando se lida com pessoas adultas, alerta o coordenador. “Em vez de tomar café em um copo de vidro e depois lavar, é muito mais fácil pegar um copo descartável, usar e jogar no lixo. Conscientizar dá trabalho; esse é o maior desafio”.

Daniela Chagas salienta a importância dessa mudança cultural. “Nós temos uma tabela mostrando o período de decomposição dos materiais, e o plástico chega a levar 400 anos para se decompor completamente. As pessoas jogam fora um plástico e pensam que ele vai sumir, mas ele está no meio ambiente, está no solo, está na água”. Além do longo tempo de decomposição, lâmpadas, pilhas e baterias ainda liberam substâncias nocivas à saúde e contaminam o solo. “As crianças vão brincar e acabam entrando em contato com essas substâncias, muitas vezes cancerígenas”, ressalta Fiama.

Texto: Brendo Pereira

Revisão: Jussara Kishi

Fotos: PET Solos

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