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TRABALHO DE TECNOLOGIA DA MADEIRA DE ALUNA DA UFRA É PREMIADO EM CONGRESSO

  • Publicado: Quinta, 16 de Mai de 2019, 10h56
  • Última atualização em Sexta, 31 de Mai de 2019, 12h57

 O trabalho, apresentado por uma aluna do campus Parauapebas, busca formas mais econômicas e adequadas de secagem da madeira e deverá auxiliar marceneiros do Polo Moveleiro da região.

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O trabalho intitulado “Secagem da madeira oriunda de incêndio florestal no Sudeste do Pará”, apresentado pela aluna Jainara Santos Jansen do curso de Engenharia Floresta da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus de Paraupebas, conquistou o segundo lugar na área de tecnologia da madeira, durante o VI Congresso Nordestino de Engenharia Florestal, realizado em Mossoró (RN), entre os dias 07 a 09 de maio de 2019.

O estudo premiado é parte do trabalho de conclusão de curso de Carolline Lopes dos Santos, recém-formada em Engenharia Florestal pela Ufra Parauapebas, e tem coautoria de Jainara. O trabalho tem orientação da professora Selma Lopes Goulart e coorientação do professor Thiago de Paula Protásio e está vinculado ao projeto de pesquisa Propriedades tecnológicas das madeiras comercializadas na região sudeste do Pará”.

As pesquisas estão sendo desenvolvidas no município de Parauapebas, distante aproximadamente 700 km da capital do estado, Belém, e contam com a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que doou o material para a realização do trabalho e ajudou com o transporte do material. Os experimentos também contam com a parceria da empresa Good Portas.

De acordo com Jainara Santos, a relevância do estudo para a região se dá pelo fato de o município de Parauapebas ter um Polo Moveleiro, um centro de produção de móveis produzidos com madeira. “É sabido que o processo de secagem natural é o meio mais econômico e, quando feito corretamente, pode agregar valor ao produto final, além do que o investimento é baixo quando se faz uso desse método. A região amazônica tem um clima propício para essa prática, devido às altas temperaturas, auxiliando em uma secagem mais rápida da madeira”, explica.

Dessa forma, a ideia é levar aos marceneiros formas mais econômicas e adequadas de secagem da madeira. “Assim, os seus móveis (produto final) terão mais valor e com o mínimo de defeitos, ou mesmo nulos. O papel da nossa universidade é exatamente esse: levar esse conhecimento a partir dos experimentos e auxiliar nos trabalhos desses pequenos empreendedores”.

A professora Selma Goulart explica que o objetivo do projeto da Ufra é avaliar as propriedades físicas e anatômicas da madeira de espécies comercializadas na região sudeste do Pará. As toras de madeiras de folhosas, assim como as peças serradas obtidas após o desdobro e secagem ao ar livre, são classificadas utilizando-se critérios qualitativos e quantitativos. O estudo realiza, ainda, a classificação das toras, a quantificação do rendimento do desdobro e o acompanhamento da secagem ao ar livre das peças serradas.

“Com base nos resultados encontrados, é possível realizar a identificação das principais espécies madeireiras amazônicas utilizadas no município de Parauapebas e, assim, evitar enganos na comercialização da madeira tropical. Além disso, permite um melhor aproveitamento da madeira”, afirma. Além dos marceneiros, o estudo deverá fornecer a trabalhadores como serralheiros conhecimentos para cada tipo de madeira trabalhada na região.

Prêmio – Além de ter sido premiado, o trabalho apresentado por Jainara será publicado na Revista Nativa, periódico científico da área de ciências agrárias da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). “Além de uma conquista pessoal e acadêmica, esse prêmio se caracteriza para mim como uma grande felicidade, pois conseguimos levar o nome da nossa instituição para outra região, que tem uma realidade diferente da nossa, e mostrar que também estamos lutando pelas pesquisas acadêmicas aqui na Amazônia”.

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Texto: Jussara Kishi - Ascom Ufra

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