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FESTBÚFALO REÚNE ESTUDANTES E PROFISSIONAIS LIGADOS À BUBALINOCULTURA

  • Publicado: Quinta, 04 de Outubro de 2018, 14h16
  • Última atualização em Quinta, 04 de Outubro de 2018, 14h16
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Teve início na última terça-feira, 02, o I FESTBÚFALO, festival promovido pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) que busca gerar novos negócios, aproximar a cadeia produtiva da bubalinocultura, estimular o consumo de produtos bubalinos de qualidade e, ainda, fomentar o conhecimento científico. O evento, que ocorre no campus Belém até o próximo dia 06, é organizado pelo Instituto da Saúde e Produção Animal (ISPA) da Ufra com apoio do Grupo de Estudos em Pecuária Sustentável na Amazônia (GEPSAM).

Durante a abertura oficial, o Reitor da Universidade, Professor Marcel Botelho, destacou a necessidade de se desenvolver a cadeia produtiva do setor e falou sobre a possibilidade de um novo campus da Ufra na região do Marajó, onde está concentrado o maior rebanho bubalino do Brasil. “Temos uma região de imenso potencial e riquezas naturais e uma população com baixo IDH. A universidade não pode virar as costas para isso, nem o setor produtivo. É preciso a união de todos”.

Coordenadora do GEPSAM, a Professora Natália Barbosa salientou os benefícios e o potencial dos produtos de origem bubalina, tais como o leite, que possui propriedades anticancerígenas e não causa desconforto gástrico associado à intolerância à lactose, e a carne, que apresenta menores taxas de colesterol e gordura e mais proteína em relação à carne bovina. Segundo o IBGE, o Pará possui em torno de 500 mil búfalos. Em comparação, o rebanho bovino é estimado em cerca de 20 milhões de cabeças no estado.

Para o Professor Haroldo Ribeiro da Ufra, o principal desafio da cadeia produtiva da bubalinocultura é o sistema de criação extrativista que ainda é usado na região. Para que se implantem novas tecnologias, é necessário, antes, que o animal esteja com saúde. “O primeiro passo é a questão da saúde e da alimentação adequada. A segunda fase é a adoção de tecnologias para o melhoramento genético, que a universidade já desenvolve há muitos anos. Nós começamos com inseminação artificial convencional - hoje a inseminação em tempo fixo, com a qual já estamos conseguindo excelentes resultados em taxas de prenhez - e a universidade hoje também está trabalhando no chamado “búfalo de proveta”, que difunde o gene das fêmeas”, afirma.

Dentro da programação do FESTBÚFALO, foram realizados o Simpósio Técnico-Científico de Bubalinocultura (BUFALOTEC), com palestras, debates e mesas redondas; e o Concurso Brasileiro de Derivados de Leite de Búfala 2018, um campeonato de queijos, doces e iogurtes em nível nacional, que contou com uma banca julgadora composta por chefs, donos de supermercados e restaurantes e especialistas internacionais da área. 

O Festival é voltado, principalmente, para produtores de búfalos, alunos e profissionais das áreas de Zootecnia e Medicina Veterinária, empresários do setor de lacticínios, bares e restaurantes, profissionais do setor agropecuário e interessados em gastronomia, mas também é aberto a qualquer pessoa que tenha interesse no assunto.

Mais informações sobre o evento no site oficial: https://festbufalo.wixsite.com/oficial

Fotos: Mário Guerrero

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