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PESQUISA DE PROFESSORA DO CAMPUS DE PARAUAPEBAS RECEBE MENÇÃO HONROSA DA CAPES

  • Publicado: Sexta, 13 de Outubro de 2017, 13h24
  • Última atualização em Sexta, 13 de Outubro de 2017, 13h25
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Parauapebas professora Capes 1

Com o trabalho "Autores de Agressão Sexual de Crianças e Adolescentes: Características Biopsicossociais E Trajetórias De Vida”, a professora Daniela Castro dos Reis, docente da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus Parauapebas, recebeu a Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2016 da área de psicologia.

A professora, que ministra disciplinas de sociologia e psicologia para os alunos dos cursos de administração e engenharia de produção, acredita que o reconhecimento é importante diante da quantidade de barreiras vencidas diariamente. “Para um pesquisador no Brasil, que não tem reconhecimento, e muitas vezes tem que tirar dinheiro do seu salário para investir na pesquisa, essa menção honrosa é um grande prêmio, pois coloca o Pará como um centro da pesquisa na área de Psicologia, assim como reconhece a originalidade da tese e o esforço que um grupo de pesquisadores faz para realizar pesquisa no Brasil”. O trabalho foi orientado pela professora Lília Iêda Chaves Cavalcante (da Universidade Federal do Pará) e deve compor um livro contendo pesquisas sobre os autores de agressão, publicação que pode ajudar a promover o debate do tema no Brasil.

O evento da entrega dos prêmios ocorre em Brasília (DF), no próximo dia 07 de dezembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O resultado foi publicado no Diário Oficial da União de 10 de outubro e está disponível no link http://capes.gov.br/CECOL/PortariaOutorgaPCT2017.pdf.  O Prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é outorgado para a melhor tese de doutorado, selecionada em cada uma das quarenta e nove áreas do conhecimento reconhecidas pela CAPES nos cursos de pós-graduação adimplentes e reconhecidos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.  

O trabalho

As pesquisas para a tese iniciaram em 2012 e foram apresentadas em 2016. No trabalho foram avaliadas comarcas em Belém, Abaetetuba e Parauapebas, além de entrevistas com cinco agressores condenados e que estão do sistema prisional.  Atualmente as pesquisas já envolvem os municípios de Ananindeua, Santa Isabel, Castanhal e Altamira, além de contar com um banco de dados de 35 entrevistas dessa população, como mais 100 horas de gravação.

“O objetivo da pesquisa não era avaliar os municípios mais notificados e sim estudar as características biopsicossociais e a trajetória de vida dessas pessoas. A sociedade precisa entender que não basta prender e isolar da sociedade. É necessário atendimento psicológico, social e em alguns casos médicos. Esse tipo de estudo ajuda a refletir sobre o atendimento dessas pessoas e a pensar como a sociedade brasileira está contribuindo para o aumento da agressão sexual contra criança e adolescente”, diz a pesquisadora.  

Para a professora, estudar o perfil biopsicosocial do agressor sexual é fundamental para a promoção de políticas públicas, além de permitir entender melhor as condições geradas desde a infância até a vida adulta, identificando os fatores de risco e de proteção na trajetória de vida.

“O perfil do agressor é heterogêneo, homens com idade entre 30 e 50 anos, com atração por criança e adolescentes. Porém mais estudos são necessários para que se possa entender profundamente essa população. Essa é uma população invisível para a sociedade, a maioria das pessoas acredita que eles são monstros, mas são pessoas comuns que podem conviver em qualquer espaço social sem serem percebidos”, diz. 

Segundo a pesquisadora, no Brasil não há dados específicos sobre o perfil dos autores de agressão sexual de criança e adolescente. No Pará a situação não é diferente. “Os dados da tese foram coletados em diversas fontes de informação, como a literatura internacional, já que a literatura nacional poucos são os estudos, dados dos processos jurídicos, com autorização do Tribunal de Justiça e o auxílio de vários parceiros, como SUSIPE e Defensoria Pública”, diz.

Parauapebas professora Capes 2

Texto: Vanessa Monteiro – Ascom/Ufra

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