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Ufra 72 Anos - 08 fatos sobre a primeira Rural do Norte

  • Published: Monday, 17 April 2023 14:26
  • Last Updated: Monday, 17 April 2023 14:52
  • Hits: 13862

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De Escola de Agronomia da Amazônia (EAA) à Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), o 17 de Abril marca os 72 anos de ensino, pesquisa e extensão na nossa região. Conheça 08 fatos que mostram um pouco da trajetória da instituição. 

1. COMO SURGIU

A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) é a mais antiga instituição de ensino superior na área de Ciências Agrárias da região. Foi criada em 1951 como Escola de Agronomia da Amazônia (EAA), com suas raízes no Instituto Agronômico do Norte (IAN). Para sanar o problema da falta de recursos humanos especializados na área, o pesquisador Felisberto Camargo, então diretor do IAN, articulou a criação da EAA através do Decreto-Lei nº 8.290 de 1945. A sessão solene de instalação oficial foi realizada em 17 de abril de 1951. Em 8 de março de 1972 foi transformada em Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e, finalmente, em dezembro de 2002 foi criada a Universidade Federal Rural da Amazônia.

 

2. A PRIMEIRA TURMA

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O primeiro concurso de habilitação para seleção de estudantes foi realizado entre os dias 02 e 07 de abril de 1951, e participaram 44 candidatos. A primeira turma do curso de Agronomia da EAA teve início com 38 estudantes. Em 18 de dezembro de 1954, 23 profissionais se diplomaram. Tanto a administração da EAA quanto o funcionamento do curso de Agronomia ocupavam as dependências e equipamentos do IAN, o que deu condições para que a Escola se tornasse referência na preparação de mão de obra profissional.

Confira a relação dos 23 formandos da primeira turma da EAA: Anderson Caio Rodrigues Soares, Arlindo Emílio Alves de Miranda, Carlos Turiano Meira Martin, Elias José Zagury, Elias Isaac Aguiar, Eurico Pinheiro, Geraldo Dalette Pinto de Lima, Humberto Marinho Koury, Ieda Coelho Ribeiro, Jorge Coelho de Andrade, José de Souza Rodrigues, José Rubens Cordeiro Gonçalves, Luciano Terra das Neves, Lucio Salgado Vieira, Manoel Milton Ferreira da Silva, Natalino Penner, Paulo Bezerra Cavalcante, Roberto Onety Soares, Ruben Carvalho do Valle, Ruy Ferreira da Silva, Sebastião Andrade, Silvio Puga Fagundes e Virgilio Ferreira Libonati.

3. TRANSFORMAÇÃO EM UNIVERSIDADE

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A história da UFRA teve início em 1951, com a criação da Escola de Agronomia da Amazônia (EAA). Em 1972, a EAA foi transformada em Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP). Mas o mais novo e ambicioso passo aconteceu no dia 23 de dezembro de 2002: a assinatura, pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, da Lei nº 10.611, que criou a UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA. A proposta de transformação institucional junto ao Ministério da Educação (MEC) contou com apoio unânime da bancada federal do Pará e de parlamentares de outros estados.

Com o novo status, a UFRA pôde expandir suas áreas de atuação para além das Ciências Agrárias, abrir novos campi fora de sede, investir em pesquisa, pós-graduação e extensão e se consolidar como instituição de ensino superior referência na região Norte. Embora a vocação para as Agrárias ainda seja um dos pontos fortes da universidade, hoje ela forma anualmente centenas de profissionais também das Ciências Biológicas, Humanas, Exatas e Licenciaturas.

E tu sabias que a assinatura da Lei de criação da UFRA foi realizada durante a inauguração da 13ª turbina da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA)? Sim, foi nesse dia que nossa instituição entrou para a história e passou a ser a primeira UNIVERSIDADE RURAL do Norte do Brasil.

4. AS BANDEIRAS DA INSTITUIÇÃO

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As bandeiras da universidade foram se modificando conforme as transformações da instituição: Escola de Agronomia da Amazônia (EAA), Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) até chegar à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

A bandeira é um símbolo representativo da instituição. Seu uso, tanto em solenidades quanto no hasteamento, está vinculado a regras protocolares.

Confira abaixo a descrição das bandeiras:

- Bandeira da Escola de Agronomia da Amazônia (EAA): de cor azul, com uma roda dentada (simbolizando o ramo de engenharia) localizada ao centro. No interior da roda, a sigla EAA centralizada.

- Bandeira da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP): pano de cor azul-escuro com uma roda dentada centralizada, rodeada pelo nome por extenso da Faculdade e suas letras iniciais “FCAP”. Um retângulo de fundo branco está disposto na parte interna da roda, com a logomarca da Faculdade: uma árvore estilizada que tem na sua forma as letras que formam a sigla “FCAP”.

- Bandeira da UFRA: Com a transformação em Universidade, a instituição preocupou-se com estudos, projetos e produção de peças heráldicas, brasão e medalhas. A UFRA implantou, inicialmente, o Brasão d’Armas, Colar Reitoral, Láurea Acadêmica, Bastão Reitoral e Bandeira, todos criados pelo heraldista Marcílio Reinaux, em 2003.

A bandeira da UFRA possui a parte superior branca, com o brasão da instituição, e a parte inferior, em tamanho menor, na cor verde, com a escrita da sigla “UFRA” na cor branca.

5. HINO DA UFRA

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Tu sabias que a instituição tem um hino? Sim, o hino oficial da UFRA foi escolhido através de edital, lançado em 2016. A comissão técnica para escolha do hino foi composta por profissionais da Fundação Carlos Gomes, além de cantores regionais.

Pessoas de várias partes do Brasil de inscreveram. A composição ganhadora foi a do músico Salomão Habib.

Durante a solenidade de celebração do 66º aniversário da universidade, que foi realizada no dia 24 de abril de 2017, a composição foi apresentada à comunidade pela primeira vez. Na ocasião, o violinista, professor e pesquisador Salomão Habib falou sobre ser o compositor do hino da instituição: “Eu tenho uma relação muito carinhosa com a Universidade, desde quando a UFRA ainda era Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, a antiga FCAP. Aqui eu fui premiado como ‘Melhor arranjo musical’ pela primeira vez, em 1982, no Festival da FCAP, bem no início da minha carreira como músico. Então, quando eu soube da abertura deste edital, eu fiquei muito feliz e me senti muito à vontade ao falar sobre a instituição, com todo esse carinho que eu já tenho pela UFRA”.

Em 2019 foi concluída a gravação oficial do hino, com direção do Professor Marcus Braga e voz da estudante de graduação da UFRA, Rebeca Monteiro.

Ficha técnica:

Autor: Salomão Habib

Transcrição: Joaquim Freitas

Teclados e Arranjos: Robenare Marques

Voz: Rebeca Monteiro

Engenheiro de Gravação: Rodrigo Jorge

Estúdio: HeyHo

Direção: Marcus Braga

Para conferir o Hino da UFRA (letra e música), acesse o link:

https://novo.ufra.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2873:

hino-da-ufra&catid=43&Itemid=569

6. INAUGURAÇÃO DO HOSPITAL VETERINÁRIO

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O Hospital Veterinário da instituição foi inaugurado em 1974, na então Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP), mesmo ano em que o curso de Medicina Veterinária passou a funcionar. A autorização para funcionamento do curso se deu através do decreto Nº 72.217, de 11 de maio de 1973. Na época, a Amazônia contava com menos de uma centena de profissionais de Medicina Veterinária.

O hospital veterinário, quando inaugurado, era o único do Norte do Brasil. Hoje, o Hospital Veterinário Prof. Mário Dias Teixeira oferece diversas especialidades para atendimento aos animais. Também serve de suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade, através do curso de Medicina Veterinária e da Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional da Saúde.

7. PARCERIA DA EAA NA ABERTURA E PAVIMENTAÇÃO DA AVENIDA PERIMETRAL

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Nos primeiros anos de existência, a localização geográfica da então Escola de Agronomia da Amazônia (EAA) era considerada de difícil acesso. No início de suas atividades a Escola funcionou nas instalações do Instituto Agronômico do Norte (IAN), atual Embrapa. Mais tarde, com a construção do Prédio Central, a EAA mudou-se para instalações próprias, distante 5,5 km do IAN. A Escola estava situada em um bairro periférico, distante 10 km do centro comercial da cidade. Na época, os bairros do Marco e da Terra Firme eram considerados rurais.

Com a mudança para a sede própria, em 1958, o acesso piorou e só podia ser realizado através de uma estrada que passava por dentro do IAN.

Até meados de 1960 ainda não existiam transportes públicos com circulação na Avenida Perimetral. Por esse motivo a EAA passou a oferecer, desde o início de suas atividades, transporte próprio para alunos e professores. Um ônibus circulava pelo município em horário estabelecido, saindo de uma praça da cidade.

Em virtude dessa dificuldade de acesso, na segunda metade da década de 60 o Professor Elias Sefer, Diretor da instituição à época, tomou as primeiras providências junto ao poder público municipal para abertura da Avenida Perimetral. Durante uma solenidade, a convite de Stélio Maroja, Prefeito de Belém na época, o professor Sefer sugeriu a abertura da estrada. A sugestão foi prontamente acatada. O professor disse poder disponibilizar dois tratores para auxiliar. E assim a obra começou, primeiramente em um trecho pequeno. Então, com a parceria entre EAA e Prefeitura, a Avenida Perimetral pode ser aberta e pavimentada. A partir de então a Escola passou a ter mais visibilidade, com a circulação de transportes públicos e particulares.

Em 1990, a partir da Lei 7480, sancionada pelo Prefeito Sahid Xerfan, a Avenida passou a se chamar Perimetral da Ciência, por conta dos órgãos, entidades, associações e estabelecimentos de ensino que margeiam a avenida.

8. VIA VERDE: A ESTRADA QUE LIGA EMBRAPA, MUSEU EMÍLIO GOELDI E UFRA

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Você sabia que existe uma estrada que liga Embrapa, Museu Emílio Goeldi e UFRA?

A estrada foi aberta na década de 60, a partir de um acordo entre a administração do Instituto Agronômico do Norte (IAN), atual Embrapa, e a Escola de Agronomia da Amazônia (EAA), atual UFRA. “Isso porque vários pesquisadores do IAN também eram professores da UFRA e precisavam se deslocar entre as instituições”, lembra Italo Falesi, professor aposentado da UFRA e pesquisador da Embrapa.

Foi então que ambos os diretores das instituições na época, José Maria Pinheiro Condurú (IAN) e Elias Sefer (EAA), decidiram ampliar o caminho, que era apenas de pedestres, para passagem de carros. “A medida iria não apenas encurtar caminho e tempo, mas deixar sempre próximas as instituições. Nós formamos um grupo e entramos em contato com a Prefeitura de Belém, para a qual sempre doávamos piçarra, e solicitamos o asfaltamento da via. O trecho era bem cuidado por ambas as e funcionava muito bem”, explica. No local foi instalada uma residência para o vigilante e o acesso entre as instituições era livre, sem portão ou guarita.

Na rota, há ainda um açude, chamado "Orubus". "Foi chamado assim pelo professor e pesquisador José Rodrigues, por conta do açude de Orós, no Ceará, que na época estava em evidência", diz. E a lenda de que no lago existem poraquês, não é tão lenda assim. “Colocamos lá três jacarés, mas também havia poraquê e outros tipos de peixe”, afirma o professor.

Com a transformação para Faculdade de Ciências Agrárias (FCAP) e o crescimento do acesso, foram criados portões na entrada da via. Quem lembra desse período é o professor aposentado Jose Maria Hesketh Conduru Neto. “A rota passou a ser chamada de Via Verde, então foi elaborado um adesivo, que identificava quem pertencia às instituições, para que o acesso fosse liberado. Eu que desenhei, na época. Tinham duas cores, verde e vermelho, para identificar ambas as instituições”, lembra.

A via, que fica paralela à Avenida Perimetral, foi desativada ao longo do tempo, embora ainda seja utilizada durante as rondas da Polícia Militar.

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Pesquisa: Adriane Terra (diretora de produção) e Vanessa Monteiro (jornalista)

Arte: Rebeca Fernandes e Marri Smith

 

Gostaste das informações? Elas tiveram como fonte de pesquisa: Tese "Memórias de uma Instituição de Ensino Superior em Belém do Pará: Uma história da Escola de Agronomia da Amazônia (1945-1972)", de Ranyelle Foro de Sousa; Registros Históricos: Contribuição à Memória da Universidade Federal Rural da Amazônia, do professor Walmir Hugo dos Santos.

Se quiseres saber outros 70 fatos sobre a universidade, acesse o conteúdo produzido pela Assessoria de Comunicação da Ufra no aniversário de sete décadas da instituição: https://novo.ufra.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2870:ufra-lanca-campanha-70-anos-em-70-posts&catid=85&Itemid=553 

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